Sebrae quer estimular o desenvolvimento do Sul e Centro Sul sergipano

Projeto mobilizará lideranças para construir agenda que estimule economia dos municípios.

O Sebrae vai desenvolver nos próximos doze meses um programa para estimular o desenvolvimento sustentável do Sul e Centro Sul sergipano e que pode servir de base para a implementação de políticas públicas federais, estaduais e municipais com o objetivo de proporcionar a melhoria dos indicadores sociais e econômicos dos municípios.


O Líder (Liderança para o Desenvolvimento Regional) foi lançado na quarta-feira, 07, em Estância e nesta quinta-feira, 08, em Lagarto e tem como foco estimular a criação de um ambiente favorável à atuação dos pequenos negócios, contribuindo assim para o surgimento de novos empreendedores e fortalecimento daqueles que já atuam nessas regiões.

A ideia é movimentar diferentes setores da economia local, buscando aumentar a circulação de recursos dentro das próprias cidades e estimular a geração de empregos. A ação será realizada em oito cidades do Centro Sul (Boquim, Itaporanga, Lagarto, Poço Verde, Riachão, Salgado, Simão Dias, Tobias Barreto) e nove do Sul (Pedrinhas, Santa Luzia do Itanhy, Tomar do Geru, Arauá, Cristinápolis, Estância, Indiaroba e Itabaianinha e Umbaúba).

Juntas eles reúnem cerca de 20% da população e geram aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB) sergipano. O programa foi criado pelo Sistema Sebrae em 2008 e consiste em uma metodologia de mobilização, qualificação e integração de lideranças com a meta de criar uma agenda local de desenvolvimento.

“O que queremos não é trazer um modelo pronto e implantá-lo em todas os municípios, mas dar aos cidadãos a oportunidade de ser protagonistas no processo de desenvolvimento dessas regiões. Eles terão o papel de identificar as necessidades e potencialidades dos territórios e construir parcerias que os ajudem a colocar em prática as ações que considerarem mais adequadas”, explica o diretor Técnico do Sebrae, Emanoel Sobral.

Lideranças

Em cada um dos dezessete municípios foram escolhidos representantes do poder público municipal, empresários e de entidades do terceiro setor (cinco por cidade), os chamados ‘líderes’. Eles participarão de oito encontros mensais com pautas específicas, abordando questões que vão desde a construção da coesão e identidade do grupo ao desenvolvimento da liderança empreendedora e oportunidades de articulação e negociação.


Durante essas reuniões eles também terão a responsabilidade de debater os problemas e discutir suas possíveis soluções, sempre levando em conta as particularidades e potencialidades desses locais. Ao final serão selecionadas as ações consideradas prioritárias, que passarão a compor um plano de desenvolvimento sustentável dos municípios.

Esse modelo de gestão foi elogiado pelas lideranças. “O conjunto de propostas que vamos construir será fundamental para definirmos qual o modelo de desenvolvimento queremos deixar para as futuras gerações”, destaca o prefeito de Indiaroba, Adinaldo do Nascimento.

Para o prefeito de Simão Dias, Marivaldo Santana, o projeto é importante porque amplia a participação da sociedade na construção de propostas que beneficiem as regiões. “A responsabilidade agora não é apenas do gestor público. Teremos um grupo unido, composto por representantes de diversos segmentos, para criar propostas que atendam às nossas necessidades”, afirma.

Experiências

Em todo o Brasil 19 estados já foram beneficiados com o Líder, abrangendo 550 municípios. Em Sergipe, a experiência foi colocada em prática pela primeira vez em novembro de 2017 no Alto Sertão, beneficiando nove cidades (Aquidabã, Canindé do São Francisco, Capela, Feira Nova, Gararu, Monte Alegre, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo e Porto da Folha).

Um exemplo do trabalho realizado pelos líderes é que a partir da análise de potencialidades e oportunidades e dos reconhecidos desafios do território, o grupo determinou como prioritários quatro eixos temáticos: a agropecuária, educação, energia limpa e o turismo.

Para cada um desses eixos foram definidos objetivos prioritários, metas, indicadores e as iniciativas prioritárias detalhadas em: o que fazer, como fazer, quem fazer e quando fazer. Todas as ações devem ser implementadas até o ano de 2030.