Pequenos negócios geraram 697 empregos em Sergipe no ano passado

Somente em dezembro as micro e pequenas empresas criaram 645 vagas, segundo mês seguido de alta

Mesmo em meio às dificuldades causadas pela pandemia, as micro e pequenas empresas sergipanas mostraram mais uma vez que continuam sendo as principais responsáveis pela geração de empregos no estado. Em 2020 elas encerraram o ano com saldo positivo de 697 vagas, cenário bem diferente do verificado nas médias e grandes empresas, que responderam juntas pelo fechamento de 5.008 postos de trabalho.

Somente em dezembro os pequenos negócios contribuíram com a abertura de 645 vagas, consolidando uma reversão iniciada no mês anterior, quando já tinham sido criados 64 empregos. A análise é resultado de um levantamento feito pelo Sebrae com base nos dados consolidados pelo Ministério da Economia.

No último mês do ano os destaques ficaram com o setor do Comércio, responsável pela geração de 513 postos de trabalho, a indústria de transformação (194), serviços (87), indústria extrativa mineral (21), agropecuária (17) e serviços de utilidade pública (5). Em compensação, o setor de construção civil foi o único a registrar dados negativos, com a demissão de 192 colaboradores.

Para o superintendente do Sebrae, Paulo do Eirado, os números revelam a importância das micro e pequenas empresas para a economia do estado e demonstram o início de um processo de recuperação dos empregos perdidos durante o período mais crítico da pandemia.

“Os pequenos negócios tradicionalmente são os que reagem mais rapidamente a uma situação de crise, retomando a geração de novos postos de trabalho. Dessa forma é importante continuar oferecendo apoio para que eles consigam recuperar o nível de faturamento pré-crise, tenham mais acesso ao crédito e consigam manter esses empregos que estão sendo criados”.

Balanço anual

Em relação ao ano de 2020 a indústria de transformação foi o setor que mais contribuiu para a abertura de novos empregos, encerrando o ano com 618 vagas criadas. A construção civil por sua vez ocupou a segunda colocação no ranking, com 270 postos, seguida pelo comércio (139), indústria extrativa mineral (30) e agropecuária (17).

Os setores de Serviços e Serviços de Utilidade Pública tiveram dados negativos, com o fechamento de 360 e 17 empregos, respectivamente.

Apesar da recuperação das vagas, o saldo verificado em 2020 ficou bem abaixo daquele registrado no ano anterior. Em 2019 os pequenos negócios contribuíram com a criação de 5558 empregos no estado.